De uma maneira geral, a maioria dos egressos do PPG-BURN tem atuação acadêmica, seguida de atuação na docência no ensino básic (níveis fundamental e médio) e, em terceiro lugar, como consultores, analistas ou gestores ambientais em instituições públicas e empresas privadas. Assim, a maioria dos egressos possui trajetória compatível com o perfil profissional que o PPG-BURN busca formar.
Qualidade da produção intelectual de discentes e egressosProdução Discente e Qualidade das Publicações
No quadriênio 2021–2024, o Programa titulou 96 mestres, equivalentes a egressos entre 2016 e 2024 (nove anos, incluindo os titulados em 2024, considerados neste cálculo). Esses 96 egressos publicaram, no total, 49 artigos científicos nos estratos Qualis A1–A4, distribuídos da seguinte forma: 13 em 2021, 10 em 2022, 12 em 2023 e 14 em 2024 — o que representa uma média de 0,57 artigo por egresso.
Esses 49 artigos envolveram 32 discentes do programa, refletindo uma importante colaboração entre estudantes de um mesmo laboratório (orientador comum) e de laboratórios distintos (em decorrência de coorientações ou projetos em rede). Com isso, 33,3% dos egressos contribuíram com publicações de alta qualidade, o que representa um leve aumento em relação ao quadriênio anterior (30%, conforme parecer da ficha de recomendação da CAPES).
Embora todos os artigos estejam alinhados às linhas de pesquisa do PPG-BURN, 18 deles estão diretamente relacionados às dissertações de mestrado, representando uma média de 0,19 artigo por egresso. Ao todo, 17 discentes (18%) publicaram artigos Qualis A1–A4 diretamente vinculados às suas dissertações.
É importante destacar a tendência positiva observada ao final do quadriênio: após uma leve queda em 2022–2023, o número de publicações voltou a crescer, atingindo 14 artigos em 2024. Diante disso, a expectativa é de que a produção discente continue crescendo em qualidade e quantidade no próximo quadriênio (2025–2029), especialmente com a consolidação das primeiras turmas de doutorado e a intensificação do acompanhamento das dissertações ainda não publicadas. Para tanto, o programa vem promovendo reuniões regulares, com enfoque proativo (e não punitivo), visando mitigar esse gargalo histórico na publicação discente.
Destino, Atuação e Avaliação dos Egressos
Entre 2015 e 2024, o PPG-BURN titulou 113 mestres. Foram realizadas diversas estratégias de busca para localizar os egressos: consultas às plataformas Lattes e LinkedIn, buscas via Google e contato com ex-orientadores e colegas. Ainda assim, não foi possível obter informações de 16 egressos (14,2%). Para esses casos, considerou-se o mestrado como o maior grau de formação conhecido.
Entre os egressos localizados (97), 11 (9,7%) atuam como profissionais autônomos, fora da área de formação. Trinta e três egressos (29,2%) seguiram a carreira acadêmica, sendo que 15 (13,3%) já concluíram o doutorado e 18 (15,9%) estão atualmente matriculados em programas doutorais. Outros 23 egressos (20,3%) atuam na docência do ensino básico, cinco são bolsistas BDCTI, cinco trabalham com gestão ambiental em empresas privadas, seis são consultores ambientais autônomos e três atuam em órgãos públicos ambientais. Outros seis atuam em áreas parcialmente relacionadas à formação, e cinco atuam completamente fora da área.
De forma geral, entre os egressos com informações disponíveis (97), 38 (39,2%) têm atuação acadêmica, 23 (23,7%) estão no ensino básico e 14 (14,4%) atuam como consultores, analistas ou gestores ambientais. Esses números demonstram boa aderência entre a formação oferecida pelo PPG-BURN e o perfil profissional dos egressos.
Comparando os dois períodos (2015–2019 vs. 2020–2024), nota-se que o número de titulados caiu de 65 para 48. A proporção de egressos sem informações localizáveis também diminuiu (de 18% para 8,6%). A proporção de egressos fora da área de formação aumentou de 10,9% para 18,4%, possivelmente refletindo os impactos da pandemia ou uma frustração com a carreira acadêmica. Apesar disso, a atuação acadêmica entre egressos aumentou ligeiramente (32,8% para 34,6%).
As principais mudanças observadas incluem uma queda na docência do ensino básico (de 23,4% para 16,3%) e um crescimento na consultoria e gestão ambiental (de 1,56% para 10,2%), refletindo a expansão de demandas na região norte de Minas Gerais. Essas alterações estão em consonância com os objetivos do programa, que forma profissionais qualificados para diversos setores, incluindo a consultoria e gestão ambiental pública e privada.